Um homem estava prestes a embarcar no avião quando uma menina, em lágrimas, correu na sua direção: « Desculpe, por favor, ajude-me… a minha mãe está a dormir e não acorda. »

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Um homem estava prestes a embarcar quando uma menina, em lágrimas, correu para ele: “Desculpe, por favor, ajude-me… a minha mãe está a dormir e não acorda.”

Alex já estava na porta de embarque, verificando o relógio constantemente. Faltavam apenas alguns minutos para a descolagem. O voo estava marcado para duas horas e, dali a três horas, teria a entrevista de emprego mais importante da sua vida. Trabalhara arduamente para este dia durante meses: enviara currículos, passara por entrevistas de triagem e aguardava respostas. Finalmente, uma grande empresa convidara-o para uma entrevista presencial.

Talvez, passados ​​tantos anos, a sua vida estivesse finalmente prestes a dar uma volta positiva.

Alex deu um passo em frente para entrar na fila de embarque. Nesse preciso momento, uma voz frágil e assustada chamou-o.

« Com licença… senhor… por favor, ajude-me… »

Ele virou-se. Diante dele estava uma menina de cerca de seis anos, vestida com uma t-shirt cor-de-rosa e um vestido de ganga. Respirava com dificuldade, como se estivesse a correr há horas.

« Por favor, ajudem-me… a minha mãe está a dormir e não acorda… »

Alex gelou por um instante. Olhou para o relógio. Faltavam apenas alguns minutos para o encerramento do embarque.

Se ele se fosse embora agora, o avião levantaria sem ele. E, com ele, a sua única hipótese de conseguir o emprego dos seus sonhos estava prestes a desaparecer.

Mas a menina continuou a olhá-lo com os seus olhos arregalados e assustados, e gesticulou trémula em direção à sala de espera.

« Ali… a minha mãe está ali… »

Alex suspirou e virou-se bruscamente.

« Vá, mostre-me. »

Correram pelo corredor. A rapariga levou-o até um banco perto da janela. Uma mulher na casa dos trinta estava ali deitada, pálida e imóvel.

Alex inclinou-se sobre ela.

Tocou-lhe delicadamente no pulso, verificou-lhe o pulso e olhou para as suas pupilas. O pulso estava fraco, mas presente. A mulher estava simplesmente inconsciente.

« Não se preocupe, ela está viva », sussurrou para a rapariga. « Tudo ficará bem num minuto. »

Ligou para a segurança do aeroporto e alertou os serviços de emergência.

Enquanto a ambulância estava a caminho, Alex sentou-se ao lado da mulher, atirando-lhe água delicadamente para a cara e tentando reanimá-la. A jovem sentou-se ao seu lado, segurando-lhe a mão.

Quando os paramédicos colocaram a mulher na maca, o painel de partidas já exibia « Embarque terminado ». O avião tinha levantado. Alex permaneceu ali, no meio do aeroporto, consumido pelo vazio e pelo cansaço.

Alguns minutos depois, chegou uma mensagem do seu senhorio:

« Se o aluguer não for pago em três dias, irei despejá-lo. »

Alex desabou pesadamente num banco. Três dias. As suas últimas poupanças mal davam para o que precisava. Faltava apenas uma hora para a entrevista de emprego, e não podia ir para outra cidade.

Ficou a olhar para o telemóvel por muito tempo, buscando uma solução. Nesse preciso momento, chegou outra mensagem.

Alex abriu a mensagem e gelou, atónito:

“A entrevista de emprego foi adiada para amanhã. O nosso gerente teve de correr para o hospital: a filha dele foi internada.”

O Alex releu a mensagem várias vezes.

Aquela era a sua última oportunidade. Comprou uma nova passagem aérea e gastou as suas últimas poupanças.

No dia seguinte, Alex entrou no escritório da empresa. Um edifício enorme e moderno, uma recepção austera, mobiliário luxuoso.

Quando a porta se abriu, viu um homem na casa dos sessenta anos sentado atrás de uma grande mesa. Ao lado dele estava uma mulher: a mesma mulher do aeroporto. Ela reconheceu-o imediatamente.

Os seus olhos se arregalaram em surpresa.

“Pai… é ele…” sussurrou ela. “É a pessoa que me ajudou no aeroporto ontem.”

Um silêncio instalou-se no escritório.

O diretor olhou fixamente para Alex.

“Então, salvou a minha filha?”

Alex ficou algo surpreendido.

“Só estava lá por acaso…”

A mulher abanou a cabeça negativamente. — Se ele não estivesse lá, quem sabe como tudo teria acabado?

—… O homem levantou-se lentamente da mesa, aproximou-se de Alex e estendeu a mão.

“Sabe”, disse ele calmamente, “sempre achei que o carácter de uma pessoa é mais importante do que qualquer currículo. Acredito que precisamos de pessoas assim na nossa empresa”.

Nesse mesmo dia, Alex saiu do escritório com um novo emprego.

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