Quando o marido não apareceu para a ir buscar no dia da alta, Anna decidiu verificar com a equipa médica. Mas, assim que saiu do quarto, ouviu dois enfermeiros a conversar e ficou paralisada de horror. 😱😨
Quando o marido não apareceu para a ir buscar no dia da alta, pela primeira vez durante o tratamento, sentiu uma angústia profunda e persistente.
Depois de cair das escadas, sofrendo uma concussão e uma fratura no braço, Anna ficou internada durante vários dias. Durante este período, o marido tornou-se extremamente protetor, visitando-a quase diariamente, trazendo-lhe fruta, dizendo-lhe as saudades e contando os minutos para que ela pudesse regressar a casa.

Ao saber do sucedido, insistiu que ela fosse internada na melhor clínica privada da cidade e pagou tudo, até ao último cêntimo.
Anna sentia-se rodeada de carinho. Tinha a certeza de que a pessoa mais carinhosa estava ao seu lado.
Mas hoje, no dia da alta, o marido não apareceu. A Anna marcou o número dele várias vezes, mas ninguém atendeu.
Sentou-se na beira da cama, tentando convencer-se de que ele estava apenas atrasado… mas a sua ansiedade só aumentava.
Anna entreabriu a porta do quarto, com a intenção de perguntar à enfermeira de serviço se o marido tinha ligado. Nesse preciso momento, ouviu vozes no corredor — dois enfermeiros a sussurrar, mas suficientemente alto para que cada palavra a atingisse como um choque elétrico.
Ao ouvir os dois enfermeiros a conversar, Anna tapou a boca com a mão para não gritar de terror e começou a arrumar as coisas em pânico. 😱😨 Continua no primeiro comentário 👇👇
« Sim, o marido empurrou-a das escadas e ela sobreviveu », murmurou um deles. « Vinha todos os dias, com medo que a mulher se lembrasse de alguma coisa. Mas não, ela acha que caiu sozinha. A concussão foi grave. Consegue imaginar a sorte dele? Caso contrário, teria apanhado uma pena de prisão a sério. » « Sim, o rico teve sorte », respondeu o segundo. “Mas porque é que ele se queria livrar da esposa?”
“Dizem que tem uma amante jovem. E não quer dividir os bens.”
As pernas de Anna fraquejaram. Um terror gélido subiu-lhe dos calcanhares até ao coração, envolvendo-lhe a respiração como um nó de gelo.
Estavam a falar dela. Do seu “acidente”. Do seu marido.
De como ele queria que ela ficasse no chão depois da queda.
Anna agarrou-se ao batente da porta, com medo de fazer barulho. O seu coração batia tão forte que ela sentia que alguém o iria ouvir.
Um único pensamento atravessou a névoa do medo: ela precisava de sair imediatamente daquele hospital. E esconder-se. Antes que o marido se apercebesse que ela tinha descoberto tudo.